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Como Escolher Palavra-Chave Para Artigo de Afiliado Sem Ferramenta Paga

Por Edson R. Melo 9 min de leitura

Processo de escolher palavra-chave para artigo de afiliado usando fontes gratuitas

Quase todo mundo que quer começar um blog de afiliado trava no mesmo ponto: acha que precisa assinar uma ferramenta cara antes de escrever a primeira linha. É a desculpa mais educada que existe para não publicar nada.

Dá para escolher palavra chave sem ferramenta paga, e a escolha fica boa o suficiente para os seus primeiros meses de blog. O que a assinatura compra é velocidade e escala. Ela não compra acerto, e é o acerto que decide se o artigo traz visita ou fica parado.

Aqui eu vou te mostrar as fontes gratuitas que eu uso de verdade, o filtro que importa mais que volume de busca e o processo que eu sigo antes de abrir o editor. Se você ainda está montando a base de SEO do seu site, comece pelo guia de SEO para iniciantes. Este artigo aqui é só sobre a decisão que vem antes de escrever: qual palavra esse artigo vai atacar.

O que a ferramenta paga faz, e o que ela não faz por você

Vale entender o que você está deixando na mesa quando não assina nada. A ferramenta paga entrega quatro coisas: estimativa de volume mês a mês, uma nota de dificuldade, agrupamento automático de termos parecidos e uma lista do que os concorrentes já rankeiam.

É útil, e em escala é muito útil. Mas repare que nenhuma dessas quatro coisas decide o que importa: se aquele termo tem a ver com o produto que você promove, e se a pessoa que digita aquilo está a caminho de uma compra.

Tem outro detalhe que costuma passar batido. O volume que a ferramenta mostra é estimativa, inclusive nas pagas. Elas modelam o dado, cada uma do seu jeito, e por isso duas ferramentas mostram números diferentes para o mesmo termo. Tratar aquele número como verdade absoluta é o erro mais comum de quem acabou de assinar.

Ou seja: o que falta para você não é o dado. É a rotina de procurar.

As fontes gratuitas que eu uso

Nenhuma delas é segredo. A diferença está em usar as cinco juntas, na mesma sessão, em vez de olhar uma e achar que acabou.

1. O próprio Google

O autocomplete é a fonte mais subestimada que existe. Ele mostra o que as pessoas realmente digitam, com as palavras que elas usam, e não com as palavras que você acha que elas usariam.

Digite o seu tema e vá acrescentando letra por letra, sem apertar enter. Depois repita começando por "como", "melhor", "vale a pena", "quanto custa" e "é bom". Cada início desses puxa uma família diferente de sugestões.

Feita a busca, você ainda tem o bloco de perguntas relacionadas no meio da página e as buscas relacionadas no rodapé. Clique numa das perguntas: o bloco se abre e gera mais perguntas. Em dez minutos você tem material para meses de pauta.

2. Google Trends

O Trends não te dá volume absoluto, e é bom que você saiba disso antes de tirar conclusão errada. Ele dá interesse relativo ao longo do tempo, o que serve para duas perguntas específicas: esse assunto está subindo ou caindo, e entre dois termos parecidos qual é o mais buscado.

É o jeito mais rápido de decidir entre duas formas de escrever a mesma coisa, e de perceber que um tema é sazonal antes de investir três artigos nele.

3. Planejador de Palavras-Chave do Google Ads

Esse é o mais próximo de uma ferramenta paga, e ele é gratuito com uma conta do Google Ads criada. A limitação conhecida é que conta sem campanha ativa costuma ver faixas amplas de volume, em vez do número detalhado.

Na prática, a faixa já resolve o que você precisa nesta etapa. Você não precisa saber se o termo tem 1.900 ou 2.400 buscas. Você precisa saber se ele está na casa das centenas ou dos milhares, e isso a faixa mostra.

4. Google Search Console

Se o seu site já tem alguns artigos publicados, essa é a melhor fonte de todas, e é a única que fala do seu site especificamente. No relatório de desempenho você vê as consultas que já trazem impressão para você.

O que eu procuro ali são os termos com bastante impressão e clique baixo. Cada um deles é um artigo esperando para ser escrito, ou um artigo existente pedindo uma seção nova. É o caminho mais curto entre esforço e resultado, porque o Google já te mostrou para aquela busca.

5. Onde as pessoas perguntam com as próprias palavras

O autocomplete do YouTube costuma trazer variações diferentes do Google, porque a intenção de quem busca vídeo é outra. Fóruns, grupos, comentários de vídeo do seu nicho e as perguntas dentro das páginas de produto do marketplace completam o quadro.

É de lá que saem as dúvidas que ninguém escreveu artigo ainda, justamente porque nenhuma ferramenta as sugere. Elas têm pouco volume, e é exatamente por isso que estão disponíveis.

Intenção vale mais que volume

Se você levar só uma ideia deste artigo, leve essa. Volume é a primeira coisa que o iniciante olha e a última que decide o resultado de um artigo de afiliado.

Um termo com muita busca e intenção vaga enche o artigo de gente curiosa que não clica em nada. Um termo com pouca busca e intenção clara de compra traz menos gente, e uma parte dela clica no link porque estava justamente procurando aquilo.

Na prática eu separo em três grupos:

  • Topo: "o que é", "como funciona", "vale a pena". A pessoa está entendendo o assunto. Ótimo para construir audiência e autoridade, fraco para venda direta.
  • Meio: "melhor X para Y", "X ou Z", "como escolher". Aqui ela já quer resolver, só não sabe com o quê. É onde o conteúdo de comparação trabalha bem.
  • Fundo: nome do produto, "review", "é confiável", "cupom", "quanto custa". Poucas buscas e a maior chance de comissão, porque a decisão já está quase tomada.

Um blog que só tem fundo de funil não cresce, e um blog que só tem topo não vende. Eu monto a fila misturando os três, com uma proporção maior de meio e fundo no começo, porque comissão cedo é o que sustenta a vontade de continuar publicando.

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Como medir a dificuldade olhando a primeira página

Essa é a parte que as pessoas acham impossível sem ferramenta, e é a mais simples de todas. A nota de dificuldade que você paga para ver é um resumo da primeira página. Você pode ler a primeira página sozinho.

Busque o termo e olhe o que está lá:

  • Só marcas grandes e portais antigos? Deixe para depois. Você não vence isso com um site novo, por melhor que seja o texto.
  • Aparecem fóruns, redes sociais, respostas curtas? Sinal bom. O Google está preenchendo a página com o que tem, porque falta conteúdo dedicado.
  • Os artigos que estão lá respondem mal à pergunta? Melhor sinal ainda. Dá para entrar sendo mais claro e mais completo.
  • A página tem muito anúncio e resultado de loja? A intenção é de compra, não de leitura. Um artigo pode não ser o formato certo ali.

E um detalhe que economiza tempo: quanto mais palavras tem o termo, mais fácil costuma ser rankear. "Palavra-chave" é uma guerra. "Como escolher palavra-chave sem ferramenta paga" é uma conversa. Comece pelas conversas.

O processo, do zero até a palavra escolhida

É isso que eu faço, na ordem, e leva menos de meia hora por artigo depois que você pega o jeito.

  1. Escreva as sementes. Cinco a dez dúvidas reais que o público do seu produto tem. Se você não sabe quais são, leia os comentários de dois vídeos do nicho.
  2. Expanda cada semente. Autocomplete, perguntas relacionadas e buscas do rodapé. Jogue tudo numa planilha, sem filtrar nada ainda. Filtrar cedo mata ideia boa.
  3. Classifique por intenção. Topo, meio ou fundo, uma coluna só. Descarte o que não tem nada a ver com o seu produto, por mais buscado que pareça.
  4. Confira a ordem de grandeza. Planejador para a faixa de volume, Trends para saber se está subindo ou caindo. Só entre os termos que sobreviveram ao passo anterior.
  5. Leia a primeira página dos finalistas. Escolha um, e só um, por artigo. Escreva a melhor resposta que existe para aquela busca, não a mais longa.

Uma palavra por artigo é regra, não preferência. Artigo que tenta atacar quatro termos ao mesmo tempo não responde bem a nenhum, e o Google percebe isso antes do leitor.

Quando a ferramenta paga passa a valer o dinheiro

Não vou fingir que ferramenta paga é inútil. Eu uso. O que muda é o momento em que ela vira necessidade, e esse momento é quando o gargalo deixa de ser a decisão e passa a ser o tempo.

Alguns sinais claros de que chegou a hora:

  • Você planeja dezenas de artigos por mês. Fazer isso na mão custa mais em horas do que a assinatura custa em dinheiro.
  • Você precisa agrupar termos em clusters. Decidir quais dez variações entram no mesmo artigo e quais merecem artigo próprio é chato de fazer manualmente.
  • Você quer acompanhar concorrente. Ver o que um site parecido com o seu ganhou e perdeu de posição é um dado que não existe de graça.
  • O dado vai alimentar campanha paga. Aqui a conversa muda de patamar, porque CPC e volume mexem direto no custo da sua operação.

Esse último ponto merece um aviso, porque é onde mora o recorte deste artigo. Tudo que eu expliquei aqui vale para escolher a palavra de um artigo. Para escolher a palavra de um anúncio, o critério é outro: entram custo por clique, concorrência de leilão e retorno estimado antes de você colocar dinheiro. Eu falo dessa parte no artigo sobre como analisar CPC, volume e ROI antes de anunciar, e a lista de termos que você não quer atrair está no guia de palavras-chave negativas no Google Ads.

Perguntas frequentes

Dá para fazer pesquisa de palavra-chave sem ferramenta paga?

Dá. O autocomplete do Google, o bloco de perguntas relacionadas, as buscas relacionadas do rodapé, o Google Trends, o Planejador de Palavras-Chave do Google Ads e o Search Console cobrem quase tudo que um blog novo precisa. O que você não tem de graça é velocidade e escala, não qualidade de decisão.

O Planejador de Palavras-Chave do Google Ads é gratuito?

O acesso é gratuito com uma conta do Google Ads criada. A limitação conhecida é que contas sem campanha ativa costumam ver faixas amplas de volume em vez do número mais detalhado. Para comparar a ordem de grandeza entre dois termos, a faixa já resolve.

Volume de busca é o dado mais importante para escolher a palavra-chave?

Não. Intenção vem antes. Um termo com pouco volume e intenção clara de compra costuma valer mais para um afiliado do que um termo popular que atrai gente curiosa e não gera clique no link. Volume só decide entre dois termos que já passaram no teste de intenção.

Como saber se dá para rankear sem ver a nota de dificuldade?

Abra a busca e leia a primeira página. Se ela é formada só por marcas grandes e portais antigos, o termo é caro para um site novo. Se aparecem fóruns, vídeos, respostas curtas ou páginas que não respondem bem à pergunta, existe brecha para um conteúdo melhor entrar.

Quando vale a pena assinar uma ferramenta paga de palavra-chave?

Quando o gargalo passa a ser o tempo, e não a decisão. Isso acontece quando você precisa planejar dezenas de artigos por mês, agrupar termos em clusters, acompanhar o que os concorrentes ganham e perdem, ou quando o dado alimenta campanha paga, onde CPC e volume mudam o custo real da operação.

Para fechar

Ferramenta paga acelera quem já sabe escolher. Ela não ensina a escolher, e não escreve o artigo.

Se você está no começo, faça o caminho de graça por uns três meses. Você vai desenvolver algo que a assinatura não dá: sensibilidade para ler uma página de resultado e saber se vale entrar naquela briga. Quando o tempo virar o seu gargalo, aí você assina, e vai aproveitar muito melhor do que se tivesse assinado no primeiro dia.

Pode funcionar para você, mas depende de como colocar em prática. Se este conteúdo te ajudou, aproveite para conferir os outros artigos do blog, ou comece pelo mini curso gratuito de marketing de afiliados que preparei para quem quer montar a operação do jeito certo desde o início.

Fontes e leitura complementar

Edson R. Melo

Sobre o Autor

Edson R. Melo é estrategista digital e especialista em tráfego pago há 7 anos. Já geri campanhas de Google Ads em múltiplos mercados (Brasil, EUA, Reino Unido, Alemanha e Suíça) e construiu operações de afiliado do zero até a escala. Ensino o que aplico nas minhas próprias campanhas, sem teoria descolada da prática.

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